quarta-feira, 10 de junho de 2009

As sementes da vida

Hoje, creio que não por acaso, justo hoje, uma vez que sinto que nada assim acontece, me deparei com este texto/mensagem de DOL BACELAR, que achei, além de lindo, muito conveniente e oportuno diante de uma certa situação que passamos, nós os amigos da comunidade de quimioterapia. Portanto aqui vai ele, para todos nós e em especial para Ludmila, pessoa a qual admiro e sou muito fã, com um beijinho no coração de cada um de vocês:

"- Jardineiro – disse-me o “rishi” – onde estão as tuas flores? Chegou a primavera e teu jardim está sem vida... Não plantaste novas SEMENTES?
- Plantei, mas não brotaram. Veio a larva e as devorou uma por uma.
- Então não sabes, Jardineiro, que as larvas nascem do descuido? Os jardins são como os corações, necessitam de cuidados constantes... Se não forem regados com as águas do amor, se não o adubarmos com a seiva da virtude, não terão vigor para brotar, e serão crestados pelas larvas da cupidez, ganância e corrupção, tudo pela nossa imprevidência.
- A terra parecia fértil e boa, mas enganou-me. Sempre a cultivei sem adubá-la. Foi a primeira vez que não me deu flores na primavera. Até os gerânios pereceram...
- Jardineiro, nós é que falhamos ao julgar pelas aparências. Não foi a terra que te enganou; ela deu-te aquilo que possuía... Antes de plantar é preciso revolver a terra, penetrá-la intimamente até onde alcançarem as raízes do nosso bom sendo. Do contrário será inútil todo esforço, e vã a SEMENTEIRA.
- O calor do verão tirou-me o ânimo de trabalhar a terra. Apenas semeei na superfície. Com isso, evitava também calejar as mãos.
- O mesmo acontece aos corações, Jardineiro. Como podemos censurar-lhe erros e falhas, se não soubemos dizer não ao que acreditávamos justo e razoável, embora não fosse correto e direito? Como colher gerânios na primavera, se não soubemos bem cultivar na época do plantio?... Se permitimos que as larvas, em sua voracidade e ignorância, destruíssem as SEMENTES da vida em nosso jardim?... Dize-me, Jardineiro, que farás agora do teu jardim?
- Voltarei a ele, mestre... Afastarei dos canteiros as larvas e ervas daninhas... Devolverei à terra a pureza e a benignidade de quando a recebi, adubada pela sabedoria e experiência dos semeadores da Natureza.
- Sim, Jardineiro... volta ao teu jardim. Cultiva-o com carinho e prudência, para que na próxima primavera tua colheita seja um poema de cores, perfumes e luz, encantando a terra e os ceus. "

"Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração. " André Luiz.Psicografia de Francisco Cândido Xavier.Livro:- Sinal Verde.

Um comentário:

Ludmila disse...

Obrigada ...minha amiga...tô tão EMA...que me acabei de chorar....
bjos